Contato
Largo São Francisco · Centro Histórico · São Paulo

Centro Cultural
A Casa Comum

No coração do centro de São Paulo, o conjunto franciscano do Largo São Francisco abre as suas portas como equipamento cultural permanente. Programação, formação, pesquisa, economia criativa e cuidado social, a partir de um patrimônio de quase quatro séculos.

Lançamento
3 de outubro de 2026
No Jubileu mundial dos 800 anos do Trânsito de São Francisco de Assis
Horizonte de plena ativação
2028
Nos 800 anos da Santidade de São Francisco
Faltam para o lançamento
—dias
—horas
—min
—seg
Largo São Francisco · o conjunto franciscano e a Faculdade de Direito
Assinatura mensal · palavra, arte e cuidado

Cartas da Casa Comum

Uma carta por mês, pelo correio. Palavra, arte e artesanato atravessando distâncias — e ajudando a construir o Centro Cultural A Casa Comum.

Plano em destaque Cartas, Arte
e Artesanato
carta + postal + uma criação surpresa a cada mês R$ 69,90 / mês
O ponto mais denso de memória do centro de São Paulo
é, hoje, um dos mais invisíveis.
Largo São Francisco · Triângulo Histórico · desde 1644

Três vocações
que se encontram.

A Casa Comum é a forma contemporânea com que a Ordem Terceira oferece o seu patrimônio à cidade. Não é museu, nem programa pontual: é equipamento cultural permanente, com três vocações que se enlaçam — o cuidado, a cultura e a comunhão.

// 01

Cuidado
da casa comum

Cuidar do patrimônio é cuidar do que é de todos. A Casa Comum trata o conjunto franciscano como ecologia integral — pedra, talha, arquivo, vizinhança, território — em uma única prática de zelo cotidiano.

Laudato Si'
// 02

Fraternidade
aberta

Um espaço hospitaleiro para o morador, o trabalhador, o estudante, o imigrante, o turista, a pessoa em situação de rua — para a diversidade real do Centro de São Paulo. A cidade inteira é convidada.

Fratelli Tutti
// 03

Economia
que humaniza

Geração de renda a partir da cultura, ofícios do patrimônio, cooperação, restaurante-escola, formação técnica em obra real. Uma economia a serviço das pessoas e do bem comum.

Economia de Francisco e Clara
02 · A Igreja das Chagas

Quase quatro séculos
de splendor.

A Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco é uma das mais antigas e contínuas igrejas do centro de São Paulo, erguida pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e inaugurada em 11 de setembro de 1787. Tem por padroeiro o próprio Francisco estigmatizado — o homem marcado, no corpo, pelos sinais da compaixão. É construída em taipa de pilão sobre embasamento de pedra, alinhada à igreja conventual num mesmo partido arquitetônico.

Por dentro, ela é um manual vivo da arte sacra brasileira: retábulos coloniais em talha rococó, o retábulo da Capela de Nossa Senhora da Conceição executado por Luís Rodrigues Lisboa entre 1736 e 1740, e a pintura São Francisco subindo ao céu em carro de fogo, de José Patrício da Silva Manso (1791), na abóbada do zimbório — um céu literalmente pintado dentro da casa. A cantaria do frontispício, e provavelmente o próprio zimbório, levam a mão de Joaquim Pinto de Oliveira, o Tebas — ex-escravizado que alcançou a condição de mestre. Sob a nave, nas catacumbas, repousam figuras notáveis da história do Brasil, entre elas o coração de um Regente do Império, em urna própria. Conjunto tombado pelo IPHAN, pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP.

A Nave
Acústica única no centro histórico
Altar-mor
Talha, douramento e devoção
Zimbório octogonal
Pintura ilusionista
Vista superior
Nave e retábulos laterais
Patrimônio vivo
Arte, memória e espiritualidade
1644
Fundação da Venerável
Ordem Terceira em São Paulo
1787
Inauguração
da Igreja das Chagas
1982
Tombamento estadual
pelo CONDEPHAAT · insc. 335
2024
Tombamento federal
definitivo pelo IPHAN
Igreja e espaços complementares

Uma casa feita
de muitos ambientes.

Além da igreja, o conjunto guarda pátios, claustro, mausoléu, sacristia e salas de acervo. São espaços com diferentes escalas e atmosferas, reunidos por uma mesma história — e preparados para receber novas experiências culturais.

Pátio interno entre os edifícios do conjunto franciscano
Pátio internoEncontro, circulação e atividades abertas
Claustro com arcadas e piso histórico
ClaustroSilêncio, contemplação e convivência
Acervo de paramentos históricos exposto no museu
Sacristia e museuArte sacra, objetos e memória dos ofícios
Interior do mausoléu histórico com monumentos funerários
MausoléuMemória funerária e personagens da história brasileira
03 · O Conjunto

Um único corpo,
seis presenças.

O Centro Cultural não está em um endereço. Está em um corpo arquitetônico inteiro.

A Casa Comum ocupa o conjunto franciscano do Largo São Francisco — três edifícios e três espaços de articulação que, juntos, compõem uma das paisagens patrimoniais mais densas do centro de São Paulo. Cada parte recebe nova vocação cultural, sem perder o que sempre foi.

Tudo isto pertence ao vértice sul do Triângulo Histórico paulistano — o perímetro fundador da cidade, delimitado pelas igrejas de São Francisco, São Bento e do Carmo. Com o calçamento renovado do Largo e o calendário do Jubileu mundial, é a hora em que esse vértice volta a respirar.

Igreja
das Chagas
Nave de acústica única, retábulos coloniais, catacumbas e sacristia.
Edifício
Frei Galvão
Erguido em 1941-42, fachada tombada, em homenagem ao primeiro santo brasileiro.
Edifício
Paulo Monteiro
Térreo e três andares, com pátio em arcos e frontão neocolonial.
Claustro
Pátio aberto de arcadas amarelas, ao lado da sacristia — o silêncio que a cidade já não dá.
Mausoléu
Espaço interior, paralelo à nave, que guarda a memória funerária do conjunto.
Pátio
O espaço cívico em arcos onde a Casa Comum encontra a praça e a cidade.

Os ossos da casa.

Por baixo do reboco e do dourado, o conjunto é feito de terra. As paredes mestras são de taipa de pilão — terra socada entre formas, sobre embasamento de pedra — e as vedações internas, de pau-a-pique, a trama de varas preenchida com barro. São Paulo não nasceu em mármore: nasceu em barro estruturado.

O que torna este corpo raro não é a idade isolada de uma parede, mas a escala de uma grande construção em terra e o seu estado de conservação: trechos da estrutura original seguem legíveis por dentro, quase intactos. Se algo erguido em terra atravessa quase quatro séculos, é porque foi continuamente cuidado — e é esse cuidado que a Casa Comum assume como ofício.

Cinco vocações
do mesmo corpo.

O Centro Cultural se organiza em cinco núcleos vivos. Não são silos: são órgãos de um mesmo corpo, que conversam em cada projeto, cada obra, cada encontro.

// I

Cena
Cultural

Concertos, exposições, residências artísticas, cinema, teatro, programação contínua — a vida pública do Largo, em diálogo com a arte contemporânea.

// II

Formação
e Ofícios

Escola-Canteiro de restauro e produção cultural, conservatório popular, ofícios do patrimônio — retomando a tradição do Liceu de Artes e Ofícios.

// III

Economia
Criativa

Restaurante-escola, feira, cooperativa, marca-mãe. Aplicação direta da Economia de Francisco e Clara como prática econômica do cuidado.

// IV

Pesquisa
e Acervo

Programa Memória Comum: catalogação aberta do acervo da Ordem desde 1686 em padrão internacional, plataforma digital pública e cartografia etnográfica do Triângulo.

// V

Responsa-
bilidade Socioambiental

A vizinhança, o povo da rua, a hospitalidade. Fratelli Tutti em forma de programa cotidiano, em parceria com instituições do Centro.

O que essa
casa guarda.

Em quase quatro séculos no mesmo lugar, a Venerável Ordem Terceira reuniu um acervo raro — material, documental e simbólico — entre 1.500 e 2.500 bens, que a Casa Comum começa, pela primeira vez, a tornar plenamente público.

Bens integrados
Arte sacra · talha · pintura

O Conjunto
Artístico

Retábulos, pinturas, imaginária, ourivesaria, paramentos, mobiliário litúrgico.

A nave da Igreja das Chagas reúne uma sequência rara de retábulos coloniais, com talha em estilo nacional português e elementos rococós tardios. As pinturas de José Patrício da Silva Manso, ao final do século XVIII, traduzem em ilusionismo o ardor franciscano. Em cada altar, em cada peça de imaginária, está o gesto de artistas conhecidos e anônimos que, ao longo de gerações, deram corpo à devoção.

Acervo documental
Arquivo histórico · desde 1686

Os Livros
e os Nomes

Livros do tombo, atas, registros, escritos de próprio punho.

Entre os tesouros do arquivo estão escritos autógrafos de Frei Antônio de Sant'Ana Galvão — primeiro santo nascido em território brasileiro, canonizado em 2007 —, em grande parte ainda não transcritos para acesso público. Está também a memória de Constância Miquelina das Chagas, mestra parda pintora e douradora que trabalhou a céu aberto nos altos da nave por volta de 1830, e os termos de descanso de trabalhadores escravizados que ergueram a Igreja — fontes que reabrem páginas inteiras da história paulistana.

Patrimônio espacial
Claustro · Mausoléu · Pátio

Os Espaços
de Comunhão

Onde o corpo do conjunto respira.

O Claustro — pátio aberto com arcadas amarelas, ao lado da sacristia — guarda o silêncio que a cidade já não dá. O Mausoléu, espaço interior paralelo à nave, abriga a memória funerária de figuras notáveis da história do Brasil. O Pátio em arcos do Edifício Paulo Monteiro, com seu frontão neocolonial, é onde a Casa Comum encontra a praça. Três espaços distintos, três respirações de um mesmo corpo arquitetônico.

O museu
que se abre.

No pavimento superior, as grandes salas guardam o acervo museológico da Ordem — e serão o futuro Museu São Francisco de Assis. Paramentos bordados, imaginária, instrumentos, armários de talha e uma coleção viva de imagens de Francisco compõem um retrato raro de quase quatro séculos de cultura material franciscana em São Paulo.

Onde a casa
guarda os seus.

Espaço interior, paralelo à nave, o Mausoléu é a câmara onde o conjunto guarda a sua memória funerária. Nas lápides de mármore, nomes que atravessam a história da cidade — o Comendador Antônio de Siqueira e Morais Leme e Alvarenga, o Sargento-mor Caetano da Costa Araújo Melo, Bernardino Lenher, Manoel Roiz Jordão — em letras que ainda pedem para ser lidas.

No fundo, um altar de talha com crucifixo e, sob ele, num relicário de vidro, a figura de Sancta Gaudentia. É um lugar de silêncio e de pertencimento: aqui a cidade encontra os seus mortos e, com eles, a continuidade de quase quatro séculos de vida comum. O Mausoléu não se confunde com o Claustro — são dois corpos distintos da mesma casa.

As lápides
O altar e a relíquia
Militão Augusto de Azevedo · 1862
Conjunto franciscano · final do séc. XIX

No mesmo lugar,
desde 1644.

Há quase quatro séculos, este lugar é o mesmo lugar.

Em 1640, sete frades franciscanos chegaram a uma vila pobre de fronteira e ali plantaram uma casa. Em 24 de dezembro de 1642, a Câmara doou-lhes oitenta braças de chão; em 17 de setembro de 1647 — dia das Chagas de São Francisco — abriram o convento, então o maior edifício já erguido em São Paulo, de taipa, com claustro de cinco arcos. Quatro anos depois desse início, em 1644, uma fraternidade de leigos se organizou ao lado dos frades: a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo.

Eram homens e mulheres que não se enclausuravam — pais, mães, comerciantes, advogados, artistas, gente da cidade que vivia o carisma franciscano dentro do mundo. A Ordem permaneceu no mesmo Largo enquanto a cidade colonial virou imperial, depois republicana, depois metrópole de doze milhões. Esse permanecer é raro: pouquíssimas instituições civis paulistanas atravessam tanto tempo ininterrupto no mesmo endereço. A Ordem guarda hoje o seu conjunto patrimonial — três edifícios, claustro, mausoléu, pátio, arquivo, acervo — e, ao mesmo tempo, vive como comunidade fraterna ativa.

Parte dessa história saiu de casa: o antigo convento abrigou, a partir de 1827, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco e foi, em grande parte, demolido nos anos 1930. As célebres Arcadas, hoje em concreto armado, reconstituem a forma das antigas arcadas de taipa — e livros raros do convento seguem na biblioteca da Faculdade. A Igreja das Chagas e a Ordem Terceira são o fio que manteve a presença franciscana viva no Largo durante toda essa travessia.

1640
Chegada dos sete primeiros frades a São Paulo
1644
Fundação da Venerável Ordem Terceira
1647
Abertura do convento no dia das Chagas de São Francisco
1787
Inauguração da Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco
1827
A Faculdade de Direito instala-se no antigo convento
2024
Tombamento federal definitivo do conjunto pelo IPHAN
2026
Entrega do Centro Cultural A Casa Comum à cidade

Por que
A Casa Comum.

O nome do projeto é literal, não é metáfora. Vem de três marcos do pensamento franciscano contemporâneo que organizam, do calendário ao café, cada decisão do equipamento.

// 2015

Laudato Si'

"Tudo está interligado." A encíclica devolveu ao Ocidente uma palavra antiga — casa comum. Patrimônio, cidade, território e vizinhança são uma só ecologia, e cuidar é o gesto que os une.

Papa Francisco · §16
// 2020

Fratelli Tutti

"Ninguém se salva sozinho." A fraternidade aberta como caminho de cidade — uma proposta de convivência em que o morador, o trabalhador, o vulnerável, o visitante e o estrangeiro cabem no mesmo espaço sem se anular.

Papa Francisco · 2020
// 2019

Economia de Francisco e Clara

"Uma economia que faz viver e não mata." A convocação de Assis a uma economia a serviço da vida e do bem comum — aplicada, na Casa Comum, em cooperativa, formação, bolsas e geração de renda a partir da cultura.

Assis · 2019

O traço
de Marcelo Zuffo.

A identidade artística da Casa Comum nasce da mão do artista visual Marcelo Zuffo. Em nanquim e cor, o seu Francisco é magro, anguloso, contemporâneo — um santo de rua, cercado de bichos, livros e fogo. É esse Francisco humanista, e não devocional, que dá rosto ao projeto.

Sacrum Commercium
O rosto
As criaturas

Obras de Marcelo Zuffo · identidade visual em desenvolvimento para A Casa Comum

O calendário
que se abre.

Saber mais →

A ativação do Centro Cultural será progressiva, núcleo a núcleo, espaço a espaço, ao longo do arco que se abre em 2026, com o Jubileu do Trânsito, e alcança os 800 anos da Santidade, em 2028. As marcas abaixo desenham o caminho; algumas datas ainda se consolidam.

Jul · Ago
2026
Ativações de aquecimento
Shows pontuais na Nave, visitação guiada e coquetel no Claustro — a cidade volta a olhar para o Largo
Igreja das Chagas · Claustro
Em construção
Set
2026
Isso é o Céu · Memória
Concertos na Nave e shows noturnos no Mausoléu, sob o céu pintado de 1791
Nave · Mausoléu
Em construção
27.09
2026 · Dom
Cãominhada de São Francisco · abertura da Semana
Peregrinação franciscana da criação pelo centro, abrindo a Semana de São Francisco
Largo São Francisco
Em construção
Out
2026 · Sex
Auto do Trânsito · cortejo público
Travessias cênicas pelo Triângulo Histórico, em parceria com mestres das culturas populares
Triângulo Histórico
Em construção
03.10
2026 · Sáb
Lançamento do Centro Cultural A Casa Comum
Solenidade de entrega à cidade · armários do Portas espalhados por São Paulo · Jubileu mundial dos 800 anos do Trânsito de São Francisco
Conjunto franciscano
Marco fundador
04.10
2026 · Dom
Trânsito de São Francisco · abertura mundial do Jubileu
São Paulo entra, pela primeira vez, no calendário oficial de peregrinação franciscana
Largo São Francisco
Jubileu
2027
·
Abertura da Escola-Canteiro
Primeiras turmas em restauro, talha, dourado, conservação — formação em obra real
Conjunto franciscano
Em construção
2028
·
Horizonte de plena ativação
800 anos da Santidade de São Francisco · entrega plena do equipamento
Centro Cultural A Casa Comum
Horizonte

Três jeitos de ajudar a construir a Casa Comum.

Cada gesto sustenta o ofício e a construção do Centro Cultural. Assine as Cartas, leve um postal de Marcelo Zuffo ou caminhe com as criaturas pelo Centro Histórico.

Acompanhe
a construção
desta casa.

O Centro Cultural A Casa Comum é uma entrega coletiva. Acolhemos parcerias institucionais, patrocínios, doações, propostas de programação, residências, pesquisa e voluntariado.

Para conversar conosco — sobre o equipamento, a programação, as obras, o acervo ou qualquer um dos núcleos — escreva pelo formulário ao lado, ou venha visitar o Largo.

Institucional

AMO · Associação de Amigos da Ordem

Executora cultural do Centro Cultural A Casa Comum — parcerias, patrocínios e programação.

amo@acasacomum.org.br →
Contato geral

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Imprensa, propostas, visitas ao Largo e demais assuntos.

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